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OUTROS ARQUITECTOS

30 JUN 2005

«Construo, consolido e comunico identidades». Miguel Palmeiro define o seu trabalho como o desenvolvimento de uma identidade plástica (pode ser o desenho de um logótipo, de uma imagem determinada) ou como a concepção de uma identidade mais abrangente, cujo desenho interfere no próprio produto que se produz.
Até chegar à ALERT, onde desenvolve «software» hospitalar e de gestão clínica, Miguel Palmeiro acumulou 12 anos de colaboração com o designer Francisco Providência. Começou a trabalhar cedo, com 15 anos, numa gráfica, como impressor, «por gosto e desejo de independência».

Escolheu estudar arquitectura no Porto «pela fama que a escola tinha e pela distância do Algarve».
Vivia em Loulé com a família e queria «ter espaço e tempo para viver a minha própria história».
A arquitectura surgiu como «o que melhor poderia fazer enquanto profissional». Para mais, «pensava que essa opção não me fecharia as portas do design».
Foi mais do que isso: as «ferramentas essenciais para o design estavam todas no curso: desenho, cultura, história».

Com alguma frequência, Miguel Palmeiro desenha equipamentos (lojas, escritórios, «stands») e, num registo menos gráfico, mobiliário.
E desenvolve uma relação muito activa com a arquitectura por duas vias. Por um lado, desenha sinalética para edifícios públicos. «Desenvolvo-a em colaboração com os próprios arquitectos autores dos edifícios». Usando a realidade construída como base de trabalho, acaba por transformar o edificado, por via da coerência dos percursos que se pretende comunicar. Por outro, desenha apresentações de projectos de arquitectura, estrutura as apresentações para outros profissionais.
Há sempre, na base do seu trabalho, «uma proximidade mortal entre o design e a arquitectura».

 

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