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MERCADO DO BOLHÃO

06 FEV 2012

Um mercado de sabores e aromas tradicionais. É sobre este lema que cresce a ideia do projecto-base do Bolhão, elaborado pela Direcção Regional de Cultura do Norte(DRC-N). O processo de remodelação visa melhorar as instalações a nível de segurança e higiene, facilitar a acessibilidade e aumentar o leque de ofertas para os clientes.

O projecto-base de remodelação do Mercado do Bolhão, aprovado pelo IGESPAR, foi apresentado em Abril de 2010 na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), por João Carlos Santos, da DRC-N.Segundo o responsável, a Câmara Municipal do Porto (CMP), "propõe uma nova matriz do espaço", para ir de encontro "aos novos mercados do resto da Europa".

Quem vem pela Rua Formosa e entra no Mercado, tem, hoje em dia, acesso directo ao sector da fruta. Depois da remodelação, a entrada principal terá elevadores, que farão com que os clientes tenham acesso a todos os pisos do Bolhão a partir do piso 0. Será neste andar que será feita a venda de produtos frescos, havendo, também, um local reservado a exposições e concertos. No que diz respeito aos restantes pisos, o piso um será ocupado pelo serviço de restauração,o piso intremédio por talhos e as alas laterais por divisões de gestão e admnistração do mercado.

As alterações no Bolhão incluem, também, a construção de um estacionamento subterrâneo com capacidade para 95 lugares, cuja entrada será feita por uma rampa na rua Alexandre Braga. Atendendo, igualmente, à questão do acesso, será realizada uma ligação entre o mercado e a estação de metro do Bolhão. No piso -1 serão construídos balneários, vestiários e instalações sanitárias para os comerciantes do Mercado, sendo que o espaço será, também, utilizado para a realização de cargas e descargas.

Tais modificações, entende João Carlos Santos, são necessárias tendo em conta as "exigências sanitárias em vigor".

A ideia da construção de uma cobertura no Mercado, que já vinha do projecto original, vai ser retomada. A construção é importante na medida em que, entre outras razões, impede a chuva e a entrada de aves e possui uma ventilação natural. No entanto, o "passadiço" que liga uma ala a outra do mercado "poderá ser demolido", atendendo às "deformações apreciáveis na sua formação", afirma João

A MIGUEL PALMEIRO DESIGNER integra, desde Dezembro de 2011, esta equipe, tendo sido seleccionada para o desenvolvimento da identidade visual e sinalética deste projecto, central para a "revitalização desta parte da cidade" do Porto.